Conversa
Livros
Com a presença da autora e Samuel Silva (Diretor de Comunicação da Faz Cultura), Maria José Casa Nova, professora da Universidade do Minho, e o Bruno Gonçalves, autor de dois livros de divulgação de história e cultura cigana e vice-presidente da Associação Letras Nómadas.
«Que daqui em diante a estes reinos não venham e se vão logo fora deles», lê-se no primeiro registo conhecido de anticiganismo em Portugal, assinado em 1509 por D. Manuel I. Seguiram-se séculos de repressão e resistência. Hoje, estima-se, há mais de 70 mil portugueses ciganos. Muitos são pobres. Poucos escapam à discriminação e ao discurso de ódio. Mas, nas últimas décadas, esta população, complexa e plural, foi encontrando outras condições para existir.
Aqui se retrata o passado e o presente desta minoria em Portugal, através do resgate de factos e memórias históricos e da escuta ativa de protagonistas (por vezes, várias gerações numa família), das feiras às universidades, do futebol de elite aos acampamentos nómadas. Também se relata como um novo ativismo cigano combate, em simultâneo, muitas formas de discriminação e algumas demandas da tradição.
Samuel Silva (Guimarães, 1985). É Diretor de Comunicação da Faz Cultura - Empresa Municipal de Cultura de Braga, EM e coordenou a comunicação da Braga 25 Capital Portuguesa da Cultura. Licenciado em Comunicação Social e mestre em Jornalismo e Informação pela Universidade do Minho, foi jornalista no PÚBLICO (2007-2024), entre outros títulos. Está a concluir o mestrado em Comunicação Arte e Cultura, pela mesma universidade. Trabalha no sector cultural desde 2016, tendo, através da Capivara Azul – Associação Cultural, co-dirigido os festivais Shortcutz Guimarães (cinema) e Extremo (som e paisagem), entre outros projectos.