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X-WR-CALNAME:Vigia — Rita Magalhães
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SUMMARY:Vigia — Rita Magalhães
DESCRIPTION:Curadoria: THE CAVE PHOTOGRAPHY\nMiguel Refresco e Rui Pinheiro
 \n\nA paisagem não é apenas um espaço exterior\, mas uma construção d
 o olhar. Surge quando o território se transforma em experiência reflexiv
 a\, tornando-se lugar de pensamento.\n\nEm VIGIA\, Rita Magalhães estabel
 ece um diálogo entre as suas fotografias e um conjunto de pequenas pintur
 as provenientes da coleção do Museu Nogueira da Silva em Braga. Entre es
 tas obras encontramos a presença da paisagem marinha\, o litoral\, o hori
 zonte e a relação entre terra e água\, como espaço privilegiado de con
 templação sobre o tempo. O mar surge não apenas como motivo representad
 o\, mas como uma experiência visual onde a distância e a transformação
  permanente se tornam elementos centrais.\n\nEste encontro entre obras de 
 diferentes tempos não procura estabelecer uma relação de continuidade h
 istórica\, mas antes criar um espaço de ressonância onde diferentes mod
 os de ver a paisagem se confrontam mutuamente. A pintura e a fotografia ap
 roximam-se na tentativa de fixar aquilo que\, por natureza\, permanece em 
 mudança.\n\nA tradição da paisagem enquanto construção do olhar encon
 tra um dos seus momentos fundamentais na obra de Claude Lorrain\, onde a n
 atureza deixa de ser apenas um cenário observado para se tornar uma compo
 sição ideal\, organizada pela luz e pela imaginação.\n\nSe Claude Lorr
 ain inaugura uma conceção da paisagem como construção ideal\, organiza
 da pela luz e pelo equilíbrio da composição\, em William Turner essa or
 dem dá lugar à instabilidade dos elementos. Nas paisagens marítimas\, o
  mar\, o céu e a luz deixam de constituir entidades distintas para se fun
 direm numa atmosfera em permanente mutabilidade. O horizonte é reconfigur
 ado numa tipologia indeterminada\, sem referente\, onde a paisagem não se
  apresenta como um cenário passivo e de contemplação\, para dar lugar a
  uma experiência pendular e oscilante. A pequena escala das obras é dete
 rminante. Aproxima a leitura e convoca um olhar demorado\, atento às vari
 ações subtis do território e aos detalhes que revelam a paisagem. Longe
  da representação do mar como vastidão\, estas imagens propõem uma exp
 eriência mais íntima\, onde o horizonte se transforma num lugar de imagi
 nação.\n\nEntre pintura e fotografia\, a paisagem revela-se como uma con
 strução cultural\, um modo de organizar o visível. Toda a paisagem é t
 ambém uma forma de pensamento. O olhar sobre o mar\, tal como na tradiçÃ
 £o inaugurada por artistas como Claude Lorrain\, não procura apenas repro
 duzir um lugar\, mas construir uma experiência.\n\nAo reativar obras da c
 oleção do Museu Nogueira da Silva no contexto de uma prática fotográfi
 ca contemporânea\, Rita Magalhães convoca o acervo de pintura deste muse
 u a gerar novos sentidos no presente.\n\nEsta exposição propõe\, assim\
 , uma reflexão sobre a permanência da paisagem enquanto lugar de observa
 ção\, onde o limite entre o visível e o infinito permanece em constante
  tensão.\n\nCusto de Entrada: Entrada Gratuita\n\nHorário: Quarta a sáb
 ado: 14h30–18h30\nDomingo a terça: Encerrado
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